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Archive for maio \27\UTC 2012


 

“Não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente” J. Krishnamurti

Já havia conhecido através de livros os ensinamentos deste grande mestre, mas recentemente, tive contato com os vídeos deste que podemos considerar com dos maiores educadores do século XX, esta entre aqueles que poderíamos chamar de Santos Modernos, seus temas são esclarecedores e de uma profundidade avassaladora, trabalha com a visão concentrada no Eu, elencando como uma dos grandes conflitos do homem a ser vencido, será libertação da escravidão gerada pelo EGO.

A  ”Transformação do Homem”, compreende uma ciclo de 07 temas abordados pelo Mestre Krishnamurti, David Shainberg (psiquiatra) e David Bohm (físico), gravadas no ano de 1976 os diálogos são:

1. Estamos conscientes de que estamos fragmentados?

2. Um modo mecânico de viver leva a vida a desordem;

3. A Consciência pode esvaziar a si propria?

4. Sobre a criação de imagens;

5. Existe o cérebro inconsciente?

6. O observador é a coisa observada?

7. O que é a morte? a morte tem algum significado?

Que ao final todos possam colher os frutos do amadurecimento da existência humana, em Harmonia, Verdade, Amor e Justiça.

 

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Cremos que o homem é uno com o mundo e que viver é testemunhar, no seu estar presente, esta ligação com o universo, deixando que a vida flua livremente nele.

Cremos que o homem é responsável pela sua vida e nada lhe acontece que não tenha sua participação ativa.

Cremos que o crescimento do mundo é fruto das transformações interiores de cada pessoa e que estas transformações influenciam o exterior.

Cremos que o trabalho é um modo de o homem estabelecer e testemunhar a sua participação e que o trabalho não vale pelo que as outras pessoas achem dele, nem pelo seu lucro, mas pela intensidade, dedicação e gosto com que ele é feito.

Cremos que a vida humana é múltipla em manifestação, mas uma só em essência.

Cremos que crescer é fazer em níveis cada vez maiores a ligação entre os contrários.

Cremos que a família, menos que um conjunto de obrigações, é um laboratório de treinamento na operacionalização do amor. Uma experiência comum das diferenças individuais. É na diferença que se situam o crescimento e o amor.

Cremos que as pessoas não são coisas, e portanto não são propriedades de ninguém.

Cremos que o dinheiro é um meio, um instrumento do viver, e não um fim na vida.

Cremos que o tempo não existe como força fora de nós, mas que o tempo somos nós mesmos em movimento e em transitoriedade. Que a segurança não existe, a não ser como aceitação da insegurança básica da pessoa humana. Que o amor, a bondade, a verdade e a ternura devem ser cultivadas, não como imposição moral, mas porque fazem parte das leis naturais do mundo.

Cremos que estamos na vida apenas para louvar a gratuidade, a simplicidade e o imprevisto. Que a vida só vive de improviso, no rascunho. Que nenhum de nós é o todo, mas apenas uma parte. Que a alma é um pedaço do nosso corpo e que o nosso corpo é um pedaço de nossa alma.

Cremos que até nisso as pessoas são iguais: cada uma é diferente. Que somos crianças, adultos e velhos ao mesmo tempo. Que viver é juntar diariamente o que está separado e separar diariamente aquilo que está junto.

Cremos que para aprender a nadar, temos que aprender a mergulhar; que para aprender a ganhar, temos que aprender a perder; que para aprender a viver, temos que aprender a morrer; que para aprender a sentir prazer, temos que aprender a sentir dor; que para aprender a saber, temos que aprender a não saber.

Cremos que ser diferente é ser livre. Que o passado e o futuro são importantes como referências da nossa vida e não como determinantes dela. Que existem o conhecido, o desconhecido e o incognoscível. Que o vazio faz parte do mundo e é onde percebemos o mundo. Que jamais teremos segurança total, inteligência total, presença total, saúde total, potência total.

Cremos que a nossa força vem da consciência da nossa fraqueza, que a nossa coragem vem da consciência do nosso medo, que enfrentar as coisas vem da consciência da nossa fuga, que a nossa alegria, vem da consciência da nossa depressão e que a nossa esperança vem da consciência do nosso desespero.

Cremos que se após a morte não existir nada, este nada é uma forma de existir. Que nós somos bons verdadeiros honestos livres e sábios por natureza embora às vezes sejamos maus, falsos, desonestos, presos e ignorantes. Que o mal não existe em si mesmo, é apenas uma ausência.
Cremos que somos apenas um canal de manifestação da vida. Que lutar contra, é uma forma de onipotência. É querer parar o fluxo harmônico da natureza.

Cremos que mestre é aquele que aprende, não aquele que ensina. Que a autoridade vem dos fatos e não das pessoas. Que não queremos, não podemos e não devemos ter qualquer compromisso com o sucesso. Que viver é apenas viver e não viver em função de alguma coisa. Que não estamos no mundo para viver pela nossa esposa, pelos nossos filhos, nem por alguém, mas apenas para vivermos com eles. Que o amor é quando somos bons e verdadeiros ao mesmo tempo.

Cremos que nascemos para ser e não para ter. Que o amor é liberdade. Que liberdade é o casamento entre o que queremos e aquilo que podemos. Que a vida é um mistério e que nós somos parte dele. Que ajudar alguém não é dizer ao outro como ele tem de ser. É ajudá-lo a se ajudar. É ajudá-lo a não precisar de nós.

Cremos que sempre é possível arranjar uma desculpa para não nos divertirmos, para não sermos felizes. Que amar é ser inocente, acreditar nas outras pessoas, como uma criança acredita em outra criança. Que inocência é ver uma gota de orvalho numa flor, é ver o broto das árvores, é ver uma borboleta, é saudar o pôr do Sol, é deixar uma lágrima correr livre, é sujar a roupa branca, é sujar as mãos na terra, é rir dos nossos limites, é beijar o ar, é respirar uma música, é contar as estrelas, é desprevenir-se, é descer no escorregador.

E creio que a vida é um processo de se descobrir, tarde demais, o que deveria ter sido óbvio no momento.

 

Esse texto foi adaptado da “Declaração de crenças e convicções vitais” do curso de Desenvolvimento Comportamental da Ordem Rosacruz – AMORC.

http://www.amorc.org.br

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Filosofia da Felicidade compreende quatro temas abordados pelo educador brasileiro Huberto Rohden, gravados na voz do Rohden, apresentam com simplicidade o amadurecimento espiritual deste grande Mestre,  tive a felicidade de conhecer sua obra em minha cidade natal (Uberlândia/MG) através de um casal de amigos Rosacruzes, Lya e Hecio Tibery,  nos anos 80 que muito me encantou. Assim compartilho com todos.

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“Não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente” J. Krishnamurti

Já havia conhecido através de livros os ensinamentos deste grande mestre, mas recentemente, tive contato com os vídeos deste que podemos considerar com dos maiores educadores do século XX, esta entre aqueles que poderíamos chamar de Santos Modernos, seus temas são esclarecedores e de uma profundidade avassaladora, trabalha com a visão concentrada no Eu, elencando como uma dos grandes conflitos do homem a ser vencido, será libertação da escravidão gerada pelo EGO.

A  “Transformação do Homem”, compreende uma ciclo de 07 temas abordados pelo Mestre Krishnamurti, David Shainberg (psiquiatra) e David Bohm (físico), gravadas no ano de 1976 os diálogos são:

1. Estamos conscientes de que estamos fragmentados?

2. Um modo mecânico de viver leva a vida a desordem;

3. A Consciência pode esvaziar a si propria?

4. Sobre a criação de imagens;

5. Existe o cérebro inconsciente?

6. O observador é a coisa observada?

7. O que é a morte? a morte tem algum significado?

Que ao final todos possam colher os frutos do amadurecimento da existência humana, em Harmonia, Verdade, Amor e Justiça.

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EU TE COMPREENDO

Eu sei das tuas tensões, dos teus vazios e da tua inquietude. Eu sei da luta que tens travado à procura de Paz. Sei também das tuas dificuldades para alcançá-la. Sei das tuas quedas, dos teus propósitos não cumpridos, dastuas vacilações e dos teus desânimos.
Eu te compreendo… Imagino o quanto tens tentado para resolver as tuas preocupações profissionais, familiares, afetivas, financeiras e sociais. Imagino que o mundo, de vez em quando, parece-te um grande peso que te sentes obrigado a carregar. E tantas vezes, sem medir esforços. Eu conheço as tuas dúvidas, as dúvidas da natureza humana.

Percebo como te sentes pequeno quando teus sonho acalentados vão por terra, quando tuas expectativas não são correspondidas. E essas inseguranças com o amanhã? E aquela inquietação atroz em não saberes se amanhã as pessoas que hoje te rodeiam ainda estarão contigo? De não saberes se reconhecerão o teu trabalho, se reconhecerão o teu esforço. E, por tudo isto, sofres, e te sentes como um barco sozinho num mar imenso e agitado. E não ignoro que, muitas vezes, sentes uma profunda carência de amor. Quantas vezes pensaste em resolver definitivamente os teus conflitos no trabalho ou em casa. E nem sempre encontraste a receptivamente esperada ou não tiveste força para encaminhar a tua proposta. Eu sei o quanto te dói os teus limites humanos e o quanto às vezes te parece difícil uma harmonia íntima. E não poucas vezes, a descrença toma conta do teu coração.

Eu te compreendo… Compreendo até tuas mágoas, a tristeza pelo que te fizeram, a tristeza pela incompreensão que te dispensaram, pelas ingratidões, pelas ofensas, pela palavras rudes que recebeste. Compreendo até as tuas saudades e lembranças. Saudade daqueles que se afastaram de ti, saudade dos teus tempos felizes, saudade daquilo que não volta nunca mais… E os teus medos? Medo de perderes o que possuis, medo de não seres bom para aqueles que te cercam, medo de não agradares devidamente às pessoas, medo de não dares conta, medo de que descubram o teu íntimo, medo de que alguém descubra as tuas verdades e as tuas mentiras, medo de não conseguires realizar o que planejaste, medo de expressares os teus sentimentos, medo de que te interpretem mal.

Eu compreendo esses e todos os outros medos que tens dentro de ti. Sou capaz de entender também os teus remorsos, as faltas que cometeste, o sentimento de culpa pelos pequenos ou grandes erros que praticaste na tua vida. E sei que, por causa de tudo isso, às vezes te encontras num profundo sentimento de solidão. É quando as coisas perdem a cor, perdem o gosto e te vês envolto numa fina camada de indiferença pela vida. Refiro-me àquela tua sensação de isolamento, como se o mundo inteiro fosse indiferente às tuas necessidades e ao teu cansaço. E nesse estado, és envolvido pelo tédio e cada ação ou obrigação exige de ti um grande esforço. Sei até das tuas sensações de estares acorrentado, preso; preso às normas, aos padrões estabelecidos, às rotineiras obrigações: “Eu gostaria de… mas eu tenho que trabalhar, tenho que ajudar, tenho que cuidar de, tenho que resolver, tenho que!…”.

Eu te compreendendo… Compreendo os teus sacrifícios. E a quantas coisas tens renunciado, de quantos anseios tens aberto mão!… E sempre acham que é pouco… Pouca coisa tens feito por ti e tua vida, quase toda ela, tem sido afinal dedicada a satisfazer outras pessoas. Sei do teu esforço em ajudar às outras pessoas e sei que isso é a semente de tuas decepções. Sei que, nas tuas horas mais amargas, até a revolta aflora em teu coração. Revolta com a injustiça do mundo, revolta com a fome, as guerras, a competição entre os homens, com a loucura dos que detêm o poder, com a falsidade de muitos, com a repressão social e com a desonestidade.

Por tudo isso, carregas um grau excessivo de tensões, de angústia e de ansiedade. Sonhas com uma vida melhor, mais calma, mais significativa. Sei também que tens belos planos para o amanhã. Sei que queres apenas um pouco de segurança, seja financeira ou emocional, e sei que lutas por ela. Mas, mesmo assim, tuas tensões continuam presentes. E tu percebes estas tensões nas tuas insônias ou no sono excessivo, na ausência de fome ou na fome excessiva, na ausência de desejo para o sexo ou no desejo sexual excessivo. O fato é que carregas e acumulas tensões sobre tensões: tensões no trabalho, nas exigências e autoritarismos de alguns, nas condições inadequadas de salário e na inexistência de motivação, nos ambientes tóxicos das empresas, na inveja dos colegas, no que dizem por trás. Tensões na família, nas dependências devoradoras dos que habitam a mesma casa; nos conflitos e brigas constantes, onde todos querem ter razão; no desrespeito à tua individualidade, no controle e cobrança das tuas ações.

Eu te compreendo, e te compreendo mesmo. E apesar de compreender-te totalmente, quero dizer-te algo muito importante. Escuta agora com o coração o que te vou dizer: Eu te Compreendo, mas não te apóio! Tu és o único responsável por todos estes sentimentos. A vida te foi dada de graça e existem em ti remédios para todos os teus males. Se, no entanto, preferes a autocomiseração ao invés de mobilizares as tuas energias interiores, então nada posso te oferecer. Se preferes sonhar com um mundo perfeito, ao invés de te defrontares com os limites de um mundo falho e humano, nada posso te oferecer. Se preferes lamentar o teu passado e encontrar nele desculpas para a tua falta de vontade de crescer; se optastes por tentar controlar o futuro, o que jamais controlarás com todas as suas incertezas; se resolveste responsabilizar as pessoas que te rodeiam pela tua incompetência em tratar com os aspectos negativos delas, em nada posso te ajudar. Se trocaste o auto-apoio pelo apoio e reconhecimento do teu ambiente, então nada posso te oferecer. Se queres ter razão em tudo que pensas; se queres obter piedade pelo que sentes; se queres a aprovação integral em tudo que fazes; se escolhestes abrir mão de tua própria vida, em nome do falso amor, para comprares o reconhecimento dos outros, através de renúncias e sacrifícios, nada posso te oferecer. Se entendeste mal a regra máxima “Amar ao próximo como a ti mesmo”, esquecendo-te de amar a ti mesmo, em nada posso te ajudar.

Se não tens um mínimo de coragem para estar com teus próprios sentimentos, sejam agradáveis ou dolorosos; se não tens um mínimo de humildade para te perdoares pelas tuas imperfeições; se desejas impressionar os outros e angariar a simpatia para teus sofrimentos; se não sabes pedir ajuda e aprender com os que sabem mais do que tu; se preferes sonhar, ao invés de viver, ignorando que a vida é feita de altos e baixos, nada posso te oferecer. Se achas que pelo teu desespero as coisas acontecerão magicamente; se usas a imperfeição do mundo para justificar as tuas próprias imperfeições; se queres ser onipotente, quando de fato és simplesmente humano; se preferes proteção à tua própria liberdade; se interiorizaste em ti desejos torturadores; se deixaste imprimirem-se em tua mente venenosas ordens de: “Apressa-te!”, “Não erres nunca!”, “Agrade sempre!”

Autor: Antônio Roberto Soares, FRC, Locução: Tônio Luna, Realização: Ordem Rosacruz – AMORC.

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continuação, EU TE COMPREENDO

se escolheste atender às expectativas de todas as pessoas; se és incapaz de dar um Não quando necessário, em nada posso te ajudar. Se pensas ser possível controlar o que os outros pensam de ti; se pensas ser possível controlar o que os outros sentem a teu respeito; se pensas ser possível controlar o que os outros fazem; se queres acreditar que existe segurança fora de ti, repito: Eu te Compreendo mas, em nome do verdadeiro Amor, jamais poderia apoiar-te!

Se recusas buscar no âmago do teu ser respostas para os teus descaminhos, se dás pouca importância a teus sussurros interiores; se esqueceste a unidade intrínseca dos opostos em nossa vida terrena; se preferes o fácil e abandonaste a paciência para o Caminho; se fechaste teus ouvidos ao chamado de retorno; se perdeste a confiança a ponto de não poderes entregar tua vida à vontade onipotente de Deus; se não quiseste ver a Luz que vem do Leste; se não consegues encontrar no íntimo das coisas aquele ponto seguro de equilíbrio no meio de todas as tormentas e vicissitudes; se não aceitas a tua vocação de Viajante com todos os imprevistos e acidentes da Jornada; se não queres usar o tempo, o erro, a queda e a morte como teus aliados de crescimento, realmente nada posso fazer por ti.

Se aspiras obter proteção quando o que precisas é Liberdade; se não descobriste que a verdadeira Liberdade e a autêntica Segurança são interiores; se não sabes transformar a frase “Eu tenho que…” na frase “Eu quero!”; se queres que o fantasma do passado continue a fechar teus olhos para a infinidade do teu aqui e agora; se queres deixar que o fantasma do futuro te coloque em posição de luta com o que ainda não aconteceu e, provavelmente, não chegará a acontecer; se optaste por tratar a ti mesmo como a um inimigo; se te falta capacidade para ver a ti mesmo como alguém que merece da tua própria parte os maiores cuidados e a maior ternura; se não te tratas como sendo a semente do próprio Deus; se desejas usar teus belos planos de mudar, de crescer, de realizar, como instrumentos de auto-tortura; se achas que é amor o apego que cultivas pelos teus parentes e amigos; se queres ignorar, em nome da seriedade e da responsabilidade, a criança brincalhona que habita em ti; se alimentas a vergonha de te enternecer diante de uma flor ou de um por de sol; se através da lamentação recusas a vida como dádiva e como graça, não posso te apoiar.

Mas, se apesar de todo o sono, queres despertar; se apesar de todo o cansaço, queres caminhar; se apesar de todo o medo, queres tentar; se apesar de toda acomodação e descrença, queres mudar, aceita então esta proposta para a tua Felicidade: A raiz de todas as tuas dificuldades são teus pensamentos negativos. São eles que te levam para as dores das lembranças do passado e para a inquietação do futuro. São esses pensamentos que te afastam da experiência de contato com teu próprio corpo, com o teu presente, com o teu aqui e agora e, portanto, distanciando-te de teu próprio coração. Tens presentes agora as tuas emoções? Tens presente agora o fluxo da tua respiração? Tens presente agora a batida do teu coração? Tens agora a consciência do teu próprio corpo? Este é o passo primordial. Teu corpo é concreto, real, presente, e é nele que o sofrimento deságua e é a partir dele que se inicia a caminhada para a Alegria. Somente através dele se encaminha o retorno à Paz.

Jamais resolverás os teus problemas somente pensando neles. Começa do mais próximo, começa pelo corpo. Através dele chegarás ao teu centro, ao teu vazio, àquele lugar onde a semente germina. Através da consciência corporal, galgarás caminhos jamais vistos, entrarás em contato com os teus sentimentos, perceberás o mundo tal como é e agirás de acordo com a naturalidade da vida. Assume o teu corpo e os teus sentimentos, por mais dolorosos que sejam; assume e observa-os, simplesmente observa-os. Não tentes mudar nada, sê apenas a tua dor. Presta atenção, não negues a tua dor. Para que fingir estar alegre se estás triste? Para que fingir coragem se estás com medo? Para que fingir amor se estás com ódio? Para que fingir paz se estás angustiado? Não lutes contra teus sentimentos, fica do teu próprio lado, deixa a dor acontecer, como deixas acontecer os bons momentos. Pára, deixa que as coisas sejam exatamente como são. Entra nos teus sentimentos sem os julgar, não fujas deles, não os evites, não queira resolvê-los escapando deles – depois terás de te encontrar com eles novamente, é apenas um adiamento, uma prorrogação. Torna-te presente, por mais que te doa. E, se assim fizeres, algo de muito belo acontecerá!

Assim como a noite veio, ela também se irá e então testemunharás o nascer do dia, pois à noite o sol escurece até a meia-noite e, a partir daí, começa um novo dia. Se assim fizeres, sentirás brotar de dentro de ti uma força que desconhecias e te sentirás renovado na esperança e a vida entrando em ti. Se assim fizeres, entenderás com o coração que a semente morre mesmo, totalmente, antes de germinar e que a morte antecede a vida.

E, se assim fizeres, poderei dizer-te então que: Eu te Compreendo e que, assim, tens todo o meu apoio! E verás com muita alegria que, justamente agora, já não precisas mais do meu apoio, pois o foste buscar dentro de ti e o encontraste dentro da tua própria dor!”

Autor: Antônio Roberto Soares, FRC, Locução: Tônio Luna, Realização: Ordem Rosacruz – AMORC.

Versão Original em fita k7

 

 

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Pietro Ubaldi
Escrita na Noite de Quinta-feira Santa, no Monte de Santo Sepulcro, diante de Verna
( Páscoa de 1943 )

Minha última mensagem, pela Páscoa de 1933, XIX Centenário da morte de Cristo,
dirigida, em dois momentos aos Cristãos e aos homens de boa vontade, foi minha derradeira
palavra naquele ciclo de preparação e esperança.
Já se encontram amadurecidos muitos acontecimentos ali preanunciados.
Até junto de vós retorno, nesta Páscoa de 1943, após dez anos, na violenta constrição
de uma dor que parecia impossível e, no entanto, se tornou realidade; venho trazer conforto
aos homens e aos justos, aqueles que crêem. Venho dizer, no seio tumultuoso da destruição
universal, a equilibrada palavra de paz. É esta, por isso, a mensagem da paz.

Tende fé e a fé vos fará superar todas as provas. Deus as permite para que aprendais a
usar de vossa liberdade e não para vossa destruição. Não vos desgarreis no caos, que é só
aparente. Imersos como estais no pormenor, na aflição, na fadiga, não enxergais e não
compreendeis o bem que existe além da aparência do mal.

Deus, no entanto, invisível e onipresente, está ao vosso lado, caminha convosco,
acompanha os vossos passos e vos guia; sempre vos provê, além da aparente desordem, com
a ordem imensa e eterna de Suas sábias leis. Sua mão se inclina para o humilde para o fraco,
para o vencido, a fim de erguê-lo de novo. Que vos conforte esta afirmação de uma divina lei
de justiça acima da lei humana da força.

Diante de dois caminhos vos deixei e fizestes a escolha. O mundo tem a prova que
livremente desejou.

Desde que vos deixei, o mundo tem percorrido velozmente o caminho da História. O
mais profundo caminho e a mais proveitosa lição se encontram na dor, escola e sanção de
Deus.

Repousareis. Assim é necessário, a fim de que os resultados do esforço desçam em
profundidade e sejam assimilados. Não vos detenhais, no entanto, nos pormenores do
momento ou do caso particular, que não constituem toda a vida. Esta se encontra nas grandes
trajetórias de desenvolvimento da Lei, em que se exprime o pensamento de Deus.

Somente se vos elevardes encontrareis a verdade universal, imóvel no movimento, a
justiça perfeita. Somente se vos transportardes acima das contingências do momento e do
lugar, achareis a completa liberdade, a tranqüilidade do absoluto, a paz que está acima da
vitória ou da derrota, a verdadeira paz, tão distante das coisas humanas.

Elevar-se é a grande meta da vida — elevar-se pelos caminhos do espírito — e esse
trabalho, sempre possível e livre, pode ser seguido e levado a termo, em qualquer época ou
lugar. Ninguém, em nenhum caso, pode tolher a liberdade de vos construirdes a vós mesmos,
avançando assim em qualidade e poder. E esta ascese é o que mais importa; é para atingi-la
que sofreis as provas da vida.

Após cada curva da História, obtém-se seu sumo, sua verdadeira colheita, que é a
ascensão.

As verdadeiras riquezas não se encontram fora de vós: estão em vosso íntimo e são
elas que vos fazem mais poderosos e felizes. São os vossos bons predicados, que nunca se
perderão; e não vossas posses materiais, que hão de desaparecer.

Qualquer que seja o turno de vencedores ou vencidos, suceder-se-ão, como vaga após
vaga, as multidões dos que sofrem e dos que gozam; e o triunfo pode ser instrumento de
perdição e a desventura, de ressurreição. Nenhuma vida, como nenhuma força, pode ser
anulada; tudo sobrevive, transformando-se. Substancialmente, a guerra a ninguém destrói.

Minha palavra, que está acima do mundo e de suas lutas, diz, repetindo a lei de Deus
que rege a vida: ai de quem possuindo apenas a superioridade da força, dela abusa,
esquecendo a justiça. Tudo é compensado na Lei e se paga com longas reações sucessivas,
de ódios e vinganças.

A palavra do equilíbrio ensina ao vencedor que não é lícito abusar da vitória, pois, por
isso, se paga; e indica ao vencido os caminhos do espírito, em cuja liberdade é possível
restaurar as próprias forças em face de qualquer escravidão exterior. O primeiro acomete as
fronteiras naturais da força, o segundo nas privações encontra a liberdade.

Voltará o sol a brilhar e a vida florescerá de novo, após a tempestade. É lei de
equilíbrio. O que importa, sobretudo, é que aprendais a lição. Recordai: que cada um guarde,
na profundeza do espírito, com o poder de uma convicção, de uma qualidade adquirida, o
fruto de tantas provações. E que a nova floração da vida não irrompa numa algazarra louca
de carne satisfeita, numa orgia de matéria triunfante.

O escopo da guerra e o conteúdo da vitória não se acham no triunfo material, mas num
triunfo no espírito, numa nova civilização.

Ai de vós, se não houverdes aprendido a dura lição e não mudardes de roteiro. Se, em
vez de subirdes pelos caminhos do espírito, voltardes a palmilhar as velhas estradas, haveis
de recair sob as mesmas dolorosas conseqüências, cada vez mais graves.

Minha voz é universal e se desvia das dissensões humanas. Tem as vezes, no entanto,
necessidade de descer. Diz-se, então com escândalo: Deus é parcial. Mas existe uma balança,
um reflexo de justiça, uma ordem também na História e nela devem atuar. A imparcialidade
absoluta seria indiferença e ausência de Deus. A justiça e a ordem, que são os princípios do
ser, devem descer também á Terra e aí operar, pesando sobre o mal e vencendo-o, no choque
das forças.

De outro modo, Deus estaria somente no céu, e não presente e ativo também no
mundo, entre vós, no meio de vossas lutas. Estas são guiadas por Ele, a afim de que não se
reduzam a absoluta destruição e caos, mas sejam instrumento de construção e de bem. Ele os
guia para que as provas e as dores do mundo redundem no fruto que é a ascensão de espírito,
objetivo de vida.

Deixo-vos, por isso, para conforto dos justos, estas verdades: o vosso esforço, mesmo
que não possa ser senão individual e isolado, quando é puro e sincero e se dirige ao supremo
escopo da elevação espiritual, também se encontra na trajetória da vida. E, por isso,
protegido e encorajado, porque essa é a trajetória ordenada pela lei de Deus. Por essa mesma
lei, segundo a qual o universo está construído e que lhe regula o funcionamento orgânico, as
forças do mal, embora todas as dificuldades e resistências, jamais poderão prevalecer sobre
as forças do bem.

É fatal, pois, o triunfo final do espírito e no espírito vencereis. Essa vitória vale a
imensa dor que é seu preço.

Amplamente já está sendo executado o plano divino da vida.

Pietro Ubaldi.

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