Feeds:
Posts
Comentários

Archive for junho \28\UTC 2012


 

Enquanto estavam a cear, tomou Jesus o pão, abençoou-o, partiu-o e deu-o a seus discípulos, dizendo: “Tomai e comei; isto é o meu- corpo”.

                Depois, tomou o cálice, deu graças e o apresentou aos discípulos, dizendo: “Bebei dele todos; porque isto é o meu sangue, do novo testamento, que é derramado por muitos, em remissão dos pecados”.

(Mt 26, 26 s)

                Eis aqui a mais profunda e mais sublime parábola da morte e ressurreição de Cristo — e do homem!

                Para que a substância do pão e do vinho possa vir a ser parte integrante do organismo humano e do seu ser, é necessário que seja primeiro destruída, aniquilada; que deixe de ser pão e vinho e seja reduzida a pura energia, a “calorias”, como diz a ciência.

                Só depois desta “morte” da matéria material é que pode haver a “ressurreição” da energia vital…

                “Se o grão de trigo não morrer, ficará estéril — mas, se morrer, produzirá muito fruto” — nunca se escreveu na face da terra filosofia tão breve e tão imensa como a que esta frase compendia.

                Se o pequeno ego humano não morrer, não pode ressuscitar o grande Tu divino, que é ao mesmo tempo o verdadeiro Eu da humana individualidade…

                Muito antes que o corpo de Jesus sucumbisse à morte, já o seu ego estava reduzido a cinzas na ara do Amor — se assim não fora, de nada nos aproveitaria o processo da sua morte física e o derramamento material do seu sangue.. .

                A redenção não veio do símbolo físico, mas do simbolizado metafísico.

                Fomos remidos pelo amor do Cristo revelado na morte de Jesus.

                Por isto, como diz São Paulo, toda vez que celebrarmos o mistério do pão e do vinho, relembraremos a morte redentora do Senhor — o amor que, aceitando a morte, derrotou a morte, porque antes disto já derrotara o pecado, que consiste no domínio do ego.. .

                Todo homem que assim se desegofica e se cristifica passa da morte para a vida, das trevas para a luz, do domínio de Satanás para o reino de Deus.

                E’ esta a verdadeira “sagrada comunhão” — única, eterna.

Anúncios

Read Full Post »

Meditação


Read Full Post »


Uma análise sobre o ser “cristão” e o ser “crístico”

Infelizmente o cristianismo destes últimos dias tem deixado muito a desejar. Primeiro porque perdeu seu significado. Segundo porque no decorrer dos anos – são dois mil anos na terra – ofuscou-se sua visão, perdendo então seu foco, seu significado e sua essência.
O cristianismo hoje é visto por muitos como um dos meios mais sujos e corruptos da humanidade. Errados? Não! Nosso testemunho tem sido de vergonha, não temos o direito de arrogar-se a si mesmo o nome de “cristão” um vez que não agimos como os conhecidos “cristãos” do Coliseu, que não negando sua fé em Jesus, abriram mão das suas próprias vidas pela causa de Cristo.

Nós, ao contrário, abrimos mão de Jesus em prol da nossa vida; da nossa estabilidade, da nossa comodidade, do nosso bem-estar, da boa colocação social, da projeção sobre a média, do lugar de destaque, do dinheiro fácil, das riquezas às custas dos mais simples e ignorantes; enfim, mesmo confessando Jesus com a boca, somos capazes de negá-lO com nossas atitudes, escolhas, decisões, comportamentos e com a nossa própria vida.

Afinal, somos cristãos ou não?

Dentro deste contexto maléfico, o que me resta, é abrir mão do “cristianismo-histórico-cultural” – ou como muitos chamam, o ser “evangélico” – para ser de Cristo em minha totalidade.

Abro mão das heranças religiosas herdadas pelo “cristianismo” para ser de Cristo com todas as víceras do meu ser.

E nesse abdicar do “cristianismo”, abro espaço para ser crístico em Cristo.

Se faz necessário então entender o que é ser crístico!?

Quero emprestar a definição de um companheiro – Huberto Rohden – para adotar este sinônimo: CRISTICIDADE ou CRÍSTICO deriva-se da palavra Cristo; crístico, logo é aquele que em si carrega o significado e a essência derivado do Cristo. Aquele que compartilha da essência do Cristo.

Para que você possa entender, nessa definição podemos dizer que o apóstolo Paulo era crístico porque entendeu que ao aceitar a Cristo como Senhor de sua vida, e ao conscientizar-se do significado da Cruz, escreveu que ele já não era somente ele mesmo, mas sim, ele era ele sendo em Cristo – e nos dizendo de outras tantas formas: ora, “já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim”; “Não sabeis vós que os vossos corpos são membros de Cristo?”… e tantos outras passagens que fala sobre o “ser crístico” – que carrega Cristo no centro do ser, de modo que já não se percebe independente, mas se percebe incluído, arraigado e plantado em Cristo.

Assim, entendemos que:

Cristão é aquele que carrega os traços do cristianismo histórico, com performances do protestantismo; crístico é aquele que carrega o significado da cruz no ser, e do Evangelho na vida.

O cristão se atenta para o exterior; o crístico sabe que a vida exterior é o resultado da entrega da interioridade a Cristo.

O cristão precisa de santificação por meio de formas; o crístico se sabe santificado por meio de Cristo, e sabe que santificação é fruto de uma vida de entrega ao total controle do Espírito do Senhor.

O cristão precisa de um lugar geográfico para cultuar ao seu deus; o crístico sabe que sua vida é um altar móvel cuja Santo-dos-Santos é o seu próprio coração, um lugar de sacrifício constante de adoração ao verdadeiro Deus.

O cristão entende que sua vida só deu fruto se “ele” levou alguma alminha oprimida aos pés de Jesus; o crístico entende que os frutos não se reduz à salvação de almas, porém, são todas as expressões exteriores de bondade, de assistência, de generosidade, do estender a mão em direção ao próximo.

O cristão pensa que Deus só o percebe quando na “igreja” ele ora dizendo: “Senhor ‘entramos’ agora em Tua presença….”; o crístico sabe que sua vida é um total flagrante diante de Deus, de forma que se percebe na presença de Deus a todo o momento – “onde me esconderei de sua face? Onde quer que eu for Tu lá estarás” disse o salmista.

O cristão tem dias e horas marcados para a operação de Deus – como se isso fosse possível – , de forma que se na segunda é culto de libertação, Deus não pode derramar o Seu Espírito, e se no domingo é culto da família, Deus não pode libertar – é como os fariseus diziam “… existem outros dias para serem curados, venham em outras reuniões e não no sábado…”; porém, o crístico sabe que todos os dias é dia oportuno para o agir de Deus, de modo que nenhum homem pode regular a agenda de Deus, uma vez que Deus não tem agenda pré-determinada para sua atuação na humanidade.

O cristão precisa se limitar ao não toque, não fale, não esteja com aquele, não bebas isso, não se vista daquele modo; já o crístico sabe que “tudo é permitido”, porém nem
tudo é proveitoso. Sim, “todas as coisas são lícitas”, contudo nem todas são edificantes
, de modo que quem se percebe de Deus, sabe o seu próprio limite.

O cristão precisa de tutores, de aios e de mentores – pastores, bispos e apóstolos – que o controle e o dirija na vida, ditando regras e o direcionando em como devem andar; o crístico sabe que em Cristo já não precisamos de aio, de tutores, de modo que quem quer viver o Evangelho, olha pra Jesus e seu Caminho na terra, e o imita, de modo que o único pastor é o Bom Pastor, que deu Sua vida pelas Suas ovelhas.

(Entenda que há o que chamo de extrapolação de liderança, sendo que existem líderes que se acham os únicos mediadores entre Deus e os homens, alguns arrogam a si o direito de dar uma cobertura seja “pastoral” ou “apostólica” sobre outros, porém a única cobertura que está sobre mim, é a do Sangue do Cordeiro que tira o pecado do mundo, e tenho pessoas com as quais tenho relacionamento e que os tenho como referência, me submetendo à sua autoridade pastoral por entender que são homens verdadeiramente comprometidos com o Evangelho.)

O cristão tem um senso de justiça própria que o diferencia dos demais, sendo que são capazes de exercer juízos sobre outras pessoas determinando grau de santidade, de justiça e de pecaminosidade, e impondo disciplinas e exclusões sob a justificativa de se estar sendo criterioso-ético-e-moralmente correto conforme a Bíblia; o crístico olha para os outros a partir dele mesmo, percebe nos outros alguém que é falho como ele é falho, e que se ele foi perdoado, logo, ele pode perdoar.

Enfim, o crístico sabe que apesar dos “cristãos”, todos somos filhos de Deus. Todos pecaram, e todos destituídos estão da glória de Deus.

Logo, quem se percebe incluído em Cristo, inclui outros sem distinção. Quem se percebe amado por Deus sendo ainda pecador e não merecedor, ama outros com o mesmo amor com a qual é amado. Quem se percebe perdoado por meio da Cruz e do Sangue de Cristo, perdoa ao próximo como por Ele foi perdoado. Quem se percebe um filho da misericórdia, alguém cuja dívida impagável foi paga por meio do Sangue de Cristo, e Nele ainda sendo injusto foi feito justo e justificado por meio de sua Cruz, estende esta misericórdia ao próximo pois se sabe um filho da Graça sendo gracioso para com o seu próximo.

Quem se percebe posto no único Caminho que gera Vida por graça, e não pelas suas obras, é capaz de aceitar que outros sejam posto neste mesmo Caminho independentemente de quem são, permitindo que o Caminho gere Vida nele conforme a Verdade de Deus pra nós.

Sendo assim, abro mão de ser este “cristãozão” conforme vemos os ridículos exemplos de várias formas expressadas em atitudes, confissões, comportamentos, palavras, e falcatruas, para ser crístico em Cristo.

Vivendo o verdadeiro significado do Evangelho pra nós, no chão da vida, não se limitando apenas num espaço geográfico, e sim sendo Evangelho onde quer que estejamos, na rua, em casa, no trabalho, na escola, na urna de eleição, na internet, com a esposa, com o marido, com os filhos, com os pais, com os amigos, até mesmo dentro da “igreja” – porque não!? rsrsrs….

Assim, convido você a reavaliar sua fé. Onde você tem o seu referencial, qual significado tem tido a sua existência. Qual definição tem sido a marca do seu caminhas na vida: cristão ou crístico?

Pense nisso!

Juliano Marcel
Bragança Paulista-SP

Read Full Post »

Credo Rosacruz


Read Full Post »

Código Rosa+Cruz de Vida


Read Full Post »

Código Rosa+Cruz de Vida


Read Full Post »


Recentemente, recebi email de um amigo, na qual abaixo compartilho com todos, trata-se de um ensaio  sobre a letra da música “Stairway To Heaven” dos compositores Jimmy Page e Robert Plant (LED ZEPPELIN). O texto muito interessante na qual apresento para o deleite de todos.

 

 

“Para entendermos o significado da letra, precisamos colocar a música e o próprio Led Zeppelin dentro do contexto na qual ela foi escrita. Jimmy Page e Robert Plant. A música foi composta em 1970-71, bem no período onde Page morou em Boleskine e era dono de uma livraria especializada em ocultismo, a “The Equinox Booksellers and Publishers” e chegou a publicar alguns textos de Aleister Crowley, apesar de nunca ter se iniciado formalmente na Ordo Templi Orientis. Sabendo disso, podemos colocar a música em sua perspectiva correta: Assim como os graus nas Ordens que vieram da Rosa Cruz (como a Golden Dawn, por exemplo)todo o processo de evolução caminha na subida alegórica pela Escada Celestial (Starway) e é disso que a música trata.

There’s a Lady who’s sure,
All that glitters is gold,
And she’s buying a Stairway to Heaven.
Esta “Lady”, ao contrário do que as pessoas imaginam, não é a Shirley Bassed (essa idéia apareceu em uma referência de Leonard tale no CD Australiano). A “Lady” que Robert Plant fala é Yesod, a Qualidade Universal do Espírito, a Princesa aprisionada dos contos de fada, a vontade primordial que nos leva á meditação, ao auto-conhecimento e ao início da Escada de Jacob, que é a Starway to Heaven, (Caminho das estrelas), trocadilho com o nome da música e que também foi utilizado em outros contextos para expressar as mesmas idéias, como por exemplo, no nome “Luke Skywalker” na Saga do Star Wars. Um dia falo mais sobre isso…
Na Mitologia Nórdica, a Lady é Frigga, também conhecida como Ísis, Maria, A Mãe, Iemanjá, Diana, Afrodite, etc… um aspecto de toda a criação e presente em cada um de nós.
Robert plant fará novas referências a esta “Lady Who´s sure” em outras músicas (Liar´s Dance, por exemplo, que trata do “Book of Lies” do Aleister Crowley).
Ao contrário do senso comum, que diz que “Nem tudo que reluz é ouro”, esta Lady possui dentro de si a esperança e o otimismo para enxergar o bem em todas as coisas; ver que tudo possui brilho e que mesmo a menor centelha de luz divina dentro de cada um possui potencial de crescimento.
E dentro deste entendimento, ela vai galgando os degraus desta escada para os céus. Na Kabbalah, os 4 Mundos formam o que no ocultismo chamamos de “Escada de Jacob”, descrita até mesmo em passagens da Bíblia. Esta “escada” simbólica traz um mapa da consciência do ser humano, do mais profano ao mais divino, que deve ser trabalhada dentro de cada um de nós até chegar à realização espiritual.
Aqui que os crentes e ateus escorregam. Eles acham que deuses são reais no sentido de “existirem no mundo físico” e ficam brigando sobre veracidade de imagens que apenas representam idéias para um aprimoramento interior.
When she gets there she knows,
If the stores are all closed,
With a word she can get what she came for.
Aqui é mencionado o “verbo”, ou a “palavra perdida” capaz de dar criação a qualquer coisa que o magista desejar. A Vontade (Thelema) do espírito do Iniciado é tão forte que “quando ela chegar lá ela sabe que se todas as possibilidades estiverem fechadas, ela poderá usar a palavra para criar o que precisar”. Este primeiro verso coloca que a dama está trilhando o caminho até a Iluminação e tem certeza daquilo que deseja, ou seja, conhece sua Verdadeira Vontade..
There’s a sign on the wall,
But she wants to be sure,
’cause you know sometimes words have two meanings.
Ainda trilhando este caminho, a dama precisa ser cautelosa. Porque todo símbolo possui vários significados. Todas as Ordens Iniciáticas trabalham e sempre trabalharam com símbolos: deuses, signos, alegorias e parábolas. Os Indianos chamam estes caminhos falsos de Maya (a Ilusão) e em todos os caminhos espirituais os iniciados são avisados sobre os desvios que podem levá-los para fora deste caminho (ou o “diabo” na Mitologia Cristã).
In a tree by the brook
There’s a song bird who sings,
Sometimes all of our thoughts are misgiven.
A Árvore a qual ele se refere é, obviamente, a Árvore da Vida da Kabbalah, ou Yggdrasil, na Mitologia Nórdica, a conexão entre todas as raízes do Inferno (Qliphoth) e as folhas nos galhos mais altos (Runas). Brook (Riacho) também é um termo usado no Tarot para designar o fluxo das Cartas em uma tirada, e o pássaro representa BA, ou a alma em passagem, considerada também o símbolo de Toth (que, por sua vez, é o lendário criador do Tarot, ou “Livro de Toth”, segundo Aleister Crowley) então a frase fica com dois sentidos: literal, que é uma árvore ao lado de um rio onde há um pássaro; e esotérico, que trata de Toth, deus dos ensinamentos (Hermes, Mercúrio, Exú, Loki…) aconselhando o iniciado enquanto ele trilha a subida simbólica pela Árvore da Vida.
There’s a feeling I get when I look to the west,
And my spirit is crying for leaving.
O “Oeste” na Rosacruz, na Maçonaria e em várias outras Ordens Iniciáticas, representa a porta do Templo, os profanos ou a parte de Malkuth, o mundo material (enquanto o Oriente representa a luz, o nascer do sol). Ela não gosta do que vê e seu espírito quer trilhar um caminho diferente.
In my thoughts I have seen rings of smoke through the trees
And the voices of those who stand looking.
Os anéis de fumaça são o símbolo usado para representar os espíritos antigos, os ancestrais dentro do Shamanismo. Os grandes professores e os Mestres Invisíveis que auxiliam aqueles que estejam dentro das ordens iniciáticas
And it’s whispered that soon if we all call the tune
Then the piper will lead us to reason.
And a new day will dawn for those who stand long,
And the forests will echo with laughter.
O “piper” é uma alusão ao flautista, ou Pan. O “Hino a Pã” é uma poesia de 1929 composta por Crowley (e traduzida para o português pelo magista Fernando Pessoa) que trata do Caminho de Ayin dentro da Árvore, que leva da Razão à Iluminação e é representada justamente pelo Arcano do Diabo no Tarot e pelo signo de Capricórnio, o simbólico Deus Chifrudo das florestas. As “florestas ecoando com gargalhadas” sugere que aqueles que estão observando (os Mestres Iniciados) estarão satisfeitos quando os estudantes e todo o resto do Planeta chegarem ao mesmo ponto onde eles estão e se juntarem a eles.
If there’s a bustle in your hedgerow,
Don’t be alarmed now,
It’s just a spring clean for the May Queen.
Esta parte não tem nada a ver com garotas chegando à puberdade. As mudanças referem-se à morte do Inverno e chegada da Primavera, que representa a superação das Ordálias e caminhada em direção à Verdadeira Vontade.
Yes there are two paths you can go by,
But in the long run
There’s still time to change the road you’re on.
A lembrança de que sempre existem dois caminhos, e também uma referência ao Caminho de Zain (Espada, que conecta o Iniciado em Tiferet à Grande Mãe Binah, representada pelo Arcano dos Enamorados no Tarot). Separa a parte dos prazeres terrenos (chamados de “pecados” na cristandade ou de “Defeitos Capitais” na Alquimia) e o caminho da iluminação espiritual. A escolha é nossa e é feita a cada momento de nossa vida em tudo o que fazemos, e qualquer pessoa, a qualquer momento pode mudar de caminho (espero que do mais baixo para o mais elevado…)
And it makes me wonder.
Robert Plant coloca várias vezes esta frase na música, em uma referência ao Arcano do louco (e o Caminho do Aleph na Kabbalah), como o sentimento de uma criança que se maravilha com tudo no mundo pela primeira vez (no catolicismo “Vinde a mim as criancinhas”, Mateus 18:1-6 sem trocadilho desta vez). Este é a sensação que um ocultista tem a cada descoberta de uma nova galáxia ou maravilha do universo, ou novas invenções da ciência e a descoberta de novos horizontes. No hinduísmo, esta sensação tem o nome de Sattva (em oposição a Rajas/atividade ou Tamas/ignorância).
Your head is humming and it won’t go,
In case you don’t know,
The Piper’s calling you to join him.
Nesta altura da música, já fica claro que quem a escuta está sendo guiado pela Lady através da Árvore da Vida em direção à Iluminação. O aspirante a Iniciado está sendo conduzido pelo caminho pelo soar da música. Ou, em um caso mais concreto, o mesmo tipo de música que o Blog do Teoria da Conspiração toca para vocês…
Dear Lady can you hear the wind blow, and did you know,
Your stairway lies on the whispering wind.
Esta frase tem duas analogias com símbolos muito parecidos, de duas culturas. O primeiro é a própria Yggdrasil, em cujas raízes fica um dragão (a Kundalini) e em cujo topo fica uma águia que bate suas asas resultando em uma suave brisa. A Águia representa o espírito iluminado (daí dela ser o símbolo escolhido pelos maçons americanos como símbolo dos EUA) e o vento é o elemento AR (Razão). Na Kabbalah, em um significado mais profundo, tanto os caminhos de Aleph (Louco/Ar) quanto de Beth (Mago/Mercúrio) que conduzem a Kether (Deus) são representados pelo elemento AR – O Led Zeppelin fala sobre águias em outras canções, igualmente cheias de simbolismo… algum dia eu falo sobre elas.
And as we wind on down the road,
Our shadows taller than our soul,
As Sombras, no ocultismo e especialmente nos textos do Crowley, são os defeitos ou aspectos negativos de nossa personalidade que mancham a pureza de nossa alma.
There walks a lady we all know,
Who shines white light and wants to show
How everything still turns to gold,
O terceiro Caminho até Kether é Gimmel, a sacerdotisa, o caminho iniciado em Yesod (Lua) que passa novamente pelos Grandes Mistérios. A analogia com o Ouro é óbvia. O processo alquímico na qual transformamos simbolicamente o chumbo do nosso ego no ouro da essência.
When all are one and one is all,
Unity.
To be a rock and not to roll.
Quando finalmente ultrapassamos o Abismo, chegamos a Binah, que representa a Ordem (“rock” em oposição ao Caos, que é o “roll”, em um genial jogo de palavras). Na Umbanda, o orixá representado ali é Xangô, senhor das “pedreiras” e da certeza das leis imutáveis do Universo. Representa a mente focada no caminho, sem deixar-se levar por qualquer evento ou adversidade.
And she’s buying a Stairway to Heaven.
Novamente, a mensagem de esperança… a Dama do Lago está sempre ali, criando oportunidades para todos os buscadores no Caminho da Libertação.”

Read Full Post »

Older Posts »