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Archive for agosto \12\UTC 2012

A VÓS CONFIO, Da Temperança


CAPITULO VIII: Da Temperança

A aproximação maior que podes ter da felicidade é gozar o dom celestial da compreensão e da saúde.

Se possuis estas bênçãos e desejas preservá-las até a velhice, evita as seduções da Volúpia e foge de suas tentações.

Quando a Volúpia expõe seus manjares sobre a mesa, quando seu vinho cintila na taça, quando ela sorri para ti e te persuade a seres alegre e feliz, esta é a hora do perigo; que tua Razão esteja firme e vigilante.

Porque se escutas as palavras da Adversária, és enganado e traído.

A alegria que ela te promete se transforma em loucura, e seus prazeres levam a enfermidades e à morte.

Lança os olhos sobre sua mesa, examina seus convivas e observa os que foram seduzidos por seus sorrisos e ouviram suas tentações.

Não estão empobrecidos? Não estão enfermiços? Não estão sem ânimo?

Suas breves horas de jocosidade e excessos são seguidas de tediosos dias de dor e desencanto. A Volúpia corrompeu e estragou seus apetites e eles agora não podem gozar de seus mais encantadores atrativos; seus partidários converteram-se em suas vítimas; são estas as conseqüências justas e naturais que Deus ordenou, na constituição das coisas, como punição para aqueles que abusam de Seus dons.

Mas quem é aquela que com graciosos passos e com atitude airosa caminha pela planície?

A rosa pôs seu rubor em sua face, a doçura da manhã está em seu hálito; a alegria, temperada de inocência e modéstia, brilha em seus olhos e ela canta o júbilo de seu coração enquanto caminha.

Seu nome é Saúde. Ela é filha da disciplina, que a gerou na Temperança, cujos filhos habitam nas montanhas que se estendem pelas regiões setentrionais de San Ton Hoe.

Eles são bravos, ativos e vivazes; compartilham de todas as belezas e virtudes de sua irmã.

O vigor circula por seus nervos, a fortaleza está em seus ossos, o trabalho é o seu prazer durante todo o dia.

As atividades de seu pai excitam seus apetites, e os re-pastos de sua mãe os retemperam.

O combate às paixões é seu deleite; dominar hábitos nocivos é sua glória.

Seus prazeres são moderados e por isto duradouros; seu repouso é breve, porém, profundo e sem perturbações.

Seu sangue é puro, sua mente serena, e o médico não conhece o caminho de sua casa.

Mas a segurança não habita com os filhos do homem, nem se pode encontrar segurança dentro de seus portais.

Observa como eles são expostos a novos perigos do exterior, enquanto um traidor interno procura entregá-los.

Sua saúde, força, beleza e atividade despertaram o desejo no seio do Amor lascivo.

A paixão libidinosa posta-se em sua alcova, corteja os seus olhares e espalha suas tentações.

Seus membros são macios e delicados, sua roupagem é solta e convidativa, a devassidão fala por seus olhos e em seu seio aconchega-se a Tentação. Ela lhes acena com as mãos, procura seduzi-los com sua aparência e, pela suavidade de sua língua, empenha-se em iludi-los.

Ah! foge de suas seduções, fecha os ouvidos a suas palavras de encantamento. Se acatares a languidez de seu olhar, se ouvires a suavidade de sua voz, se ela te enredar em seus braços, há de te prender com suas correntes para sempre.

A ela se seguirão a vergonha, a doença, a penúria, a preocupação e o arrependimento.

Debilitada pelos folguedos, mimada pela luxúria, esgotada pela preguiça, a fortaleza abandonará teus membros e a saúde deixará teu corpo. Teus dias serão poucos e sem glória; teus sofrimentos serão muitos e não encontrarão compaixão.

Excerto do livro “A Vós Confio”, publicado pela GLP Rosacruz, AMORC

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A VÓS CONFIO, Do Contentamento


 

CAPITULO VII: Do Contentamento

Não esqueças, ó homem! que tua presente estadia na Terra foi decretada pela sabedoria do Eterno que conhece teu coração, vê a futilidade de todos os teus desejos e, muitas vezes, por misericórdia nega tuas súplicas.

Contudo, para todos os desejos razoáveis, para todos os esforços honestos, Sua benevolência estabeleceu uma probabilidade de sucesso na natureza das coisas.

Na inquietude que sentes, nos infortúnios que deploras, busca a raiz de onde brotam tua própria insensatez, teu próprio orgulho, tua própria fantasia desvairada.

Não murmures, portanto, contra o que Deus dispõe, mas corrige, isto sim, teu próprio coração; nem digas para ti mesmo: se eu tivesse riqueza, ou poder, ou lazer, seria feliz; porque deves saber que todas estas coisas levam a seu possuidor suas inconveniências peculiares.

O homem pobre não enxerga os aborrecimentos e ansiedades dos ricos, não sente as dificuldades e perplexidades do poder, nem conhece o fastio do ócio; por isto lamenta sua própria sorte.

Não invejes a aparência de felicidade de qualquer homem, pois não conheces suas mágoas secretas.

Estar satisfeito com pouco, eis a grande sabedoria; aquele que aumenta suas riquezas aumenta seus cuidados; mas a mente satisfeita é um tesouro oculto que não é atingido pelas calamidades.

No entanto, se não consentes que as seduções da fortuna te roubem a justiça, a temperança, a caridade e a modéstia, nem as riquezas te farão infeliz.

Disto podes aprender que a taça da felicidade, pura e sem misturas, não é de modo algum uma bebida destinada ao homem mortal.

O Bem é o caminho que Deus lhe ordenou que percorresse, com a felicidade como prêmio, ao qual ninguém pode chegar antes de terminar seu percurso para receber sua coroa nas mansões da eternidade.

Excerto do livro “A Vós Confio”, publicado pela GLP Rosacruz, AMORC

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A VÓS CONFIO, Da Fortaleza.

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A VÓS CONFIO, Da Fortaleza


 

CAPITULO VI: Da Fortaleza

 

Perigos, infortúnios, necessidades, dores e padecimentos, isto é o que, a mais ou a menos, aguarda com certeza todo homem que vem ao mundo.

Cabe a ti, portanto, ó filho da calamidade! fortalecer desde cedo tua mente, com coragem e paciência, para que possas suportar com a devida resolução a parte dos males humanos que te espera.

Assim como o camelo suporta o labor, a canícula, a fome e a sede pelos desertos de areia, e não sucumbe, assim a  fortaleza do homem o sustenta através de todos os perigos.

O espírito nobre desdenha as adversidades da fortuna; sua grandeza de alma está em não desfalecer.

Ele não deixa que sua felicidade dependa dos sorrisos da sorte e, por isto, não desanima quando ela lhe franze o cenho.

Como a rocha na praia, ele se mantém firme, e a rebentação das ondas não o perturba.

Ele ergue a cabeça como uma torre sobre a colina, e as flechas da fortuna caem a seus pés.

No momento do perigo, a coragem de seu coração o sustenta e a firmeza de sua mente o mantém incólume.

Ele enfrenta os males da vida como o homem que vai para uma batalha e retorna com a vitória nas mãos.

Diante da pressão das desgraças, sua calma alivia seu peso e sua constância as sobrepuja.

Mas o espírito pusilânime do homem timorato o atraiçoa, entregando-o à vergonha.

Encolhendo-se diante da pobreza, curva-se até a mesquinhez; e, ao suportar documente os insultos, abre caminho à injúria.

Assim como os juncos que são sacudidos pela brisa, a sombra do mal o faz tremer.

Em horas de perigo ele fica embaraçado e confuso; em dias de infortúnio cai e sua Alma é arrebatada pelo desespero.

Excerto do livro “A Vós Confio”, publicado pela GLP Rosacruz, AMORC

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A VÓS CONFIO, Da Prudência


CAPITULO V: Da Prudência

Ouve as palavras da prudência, atenta para seus conselhos e guarda-os em teu coração; suas máximas são universais e todas as virtudes nela se apóiam; ela é guia e senhora da vida humana.

Põe um freio em tua língua; põe uma guarda diante de teus lábios, para que as palavras de tua boca não destruam tua paz.

Que aquele que zomba do coxo não venha também a coxear; aquele que fale com prazer das faltas alheias ouvirá falar de suas próprias faltas com amargura no coração.

Da fala excessiva vem o arrependimento, mas no silêncio existe segurança.

O homem tagarela é um incômodo para a sociedade; os ouvidos estão fartos de sua loquacidade, a torrente de suas palavras inunda a conversação.

Não te gabes de ti mesmo, porque isto lançará desprezo sobre ti; nem zombes de outros, pois isto é perigoso.

A pilhéria mordaz é o veneno da amizade, e aquele que não refrear a língua terá dificuldades.

Encontra para ti as acomodações adequadas à tua condição; contudo, não gastes o máximo que possas; que a previdência de tua juventude seja um conforto em tua velhice.

Que teus próprios afazeres ocupem tua atenção; deixa os cuidados do Estado a quem o governa.

Que tuas recreações não sejam caras, para que o esforço de adquiri-las não exceda o prazer de sua fruição.

Não deixes que a prosperidade arranque os olhos da circunspecção, nem que a abundância corte as mãos da frugalidade; aquele que se entregar por demais às superfluidades da vida viverá para lamentar a falta do que é necessário.

Da experiência dos demais adquire sabedoria e de seus sentimentos aprende a corrigir tuas próprias falhas.

Não confies em homem algum antes de o teres testado; contudo, não desconfies sem razão, pois isto seria intolerância.

Mas quando tiveres provas de que um homem é honesto, guarda-o em teu coração como um tesouro; considera-o como uma jóia de inestimável valor.

Recusa os favores do homem mercenário ;eles serão uma armadilha para ti; jamais te verias livre de obrigação.

Não utilizes hoje o que possas necessitar amanhã; nem deixes ao acaso aquilo que a previdência possa te dar ou que o cuidado possa evitar.

Mas não esperes nem mesmo da prudência um triunfo infalível; pois o homem não sabe o que a noite pode trazer.

Nem sempre o tolo é desafortunado e nem sempre o homem sábio é infalível; contudo, nunca o tolo teve o deleite completo, nem o sábio foi inteiramente infeliz.

Excerto do livro “A Vós Confio”, publicado pela GLP Rosacruz, AMORC

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A VÓS CONFIO, Da Emulação


CAPÍTULO IV: Da Emulação

Se teu coração tem sede de honradas, se teus ouvidos sentem prazer na voz do louvor, eleva teu Eu mortal do pó de que foste feito; e eleva teu propósito a alguma coisa digna de encômios.

O carvalho que ora estende seus ramos para o céu já foi apenas uma semente nas entranhas da terra. Esforça-te para ser o primeiro no teu ofício, seja ele qual for;não permitas que nenhum outro te suplante no bom procedimento; contudo, não invejes os méritos alheios e aperfeiçoa teus próprios talentos.

Abstém-te também de depreciar teu competidor por qualquer método desonesto ou indigno; antes, esforça-te para te elevares acima dele unicamente tornando a ti mesmo superior; assim, tua luta pela superioridade será coroada com honra, ainda que não o seja pelo triunfo.

Pela emulação virtuosa o espírito do homem é exaltado; ele anseia pela fama e se rejubila como o cavalo que se apresta para a corrida.

Ele se ergue como a palmeira, a despeito da opressão; como a águia no Armamento celeste, voa nas alturas e fixa o olhar nas glórias do Sol.

Os exemplos de homens eminentes povoam sua visão à noite ;é seu deleite segui-los durante todo o dia.

Ele concebe grandes projetos, rejubila-se em sua execução, seu nome alcança os confins do mundo.

Mas o coração do homem invejoso é fel e amargura; sua língua cospe veneno; o sucesso de seu vizinho destrói seu repouso.

Ele senta-se aflito em sua alcova; o bem que a um outro ocorre para ele representa um malefício.

O ódio e a malevolência se alimentam de seu coração e ele não tem descanso.

Não sente no peito o amor pelo bem e por isto julga que seu semelhante é assim também.

Empenha-se em rebaixar os que são melhores que ele, e a tudo que fazem empresta uma interpretação maldosa.

Fica em vigília e medita sobre maldades; mas a repulsa dos homens o persegue e ele é esmagado como a aranha em sua própria teia.

Excerto do livro “A Vós Confio”, publicado pela GLP Rosacruz, AMORC

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A VÓS CONFIO, Da Aplicação


CAPÍTULO III: Da Aplicação

Como os dias que passaram se foram para sempre, e os dias futuros poderão não chegar a ti no estado presente de teu ser, cabe a ti, ó homem! fazer uso do estado presente sem lamentar a perda do que já passou e sem depender demais do que ainda virá; pois nada podes saber de teus futuros estados, exceto o que tuas ações de agora disponham para eles.

Este momento é teu; o momento seguinte encontra-se no ventre do futuro e não sabes o que te pode trazer; a maturidade do que não nasceu está na observância da Lei.

Cada estado futuro é aquilo que crias no presente.

Tudo que decidires fazer, realiza-o imediatamente. Não deixes para a tarde o que puderes realizar pela manhã.

A indolência é a mãe da carência e da dor; mas o trabalho pelo Bem gera prazer.

A mão da diligência derrota a necessidade;a prosperidade e o sucesso acompanham o homem industrioso.

Quem é aquele que adquiriu riqueza, que elevou-se ao poder, ataviou-se com honras, de quem toda a cidade fala com louvor e que se coloca diante do rei em seu Conselho? Somente aquele que expulsou a indolência de sua casa e disse: “Ociosidade, és minha inimiga.”

Ele cedo deixa o leito e tarde se recolhe; exercita a mente pela contemplação, o corpo pela ação e preserva a saúde de ambos.

O homem ocioso é uma carga para si próprio, as horas lhe pesam na cabeça; ele perambula e não sabe o que fazer.

Seus dias passam como a sombra de uma nuvem; ele não deixa nenhum sinal que o recorde.

Seu corpo adoece por falta de exercício e, embora deseje agir, não tem poder para mover-se; sua mente está obscurecida; seus pensamentos, confusos; ele aspira pelo conhecimento mas não tem diligência.

Gostaria de comer a amêndoa mas detesta o trabalho de quebrar sua casca.

Sua casa está em desordem, seus servos desperdiçam e tumultuam, e ele caminha para a ruína; vê tudo isto com seus olhos, ouve com seus ouvidos, sacode a cabeça e deseja, mas não tem resolução; e assim a ruína cairá sobre ele como um turbilhão, e a vergonha e o arrependimento descerão com ele ao túmulo.

Contudo, chegará o dia em que tua Alma retornará dos Céus, juntará o pó e o animará.

Excerto do livro “A Vós Confio”, publicado pela GLP Rosacruz, AMORC

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