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Posts Tagged ‘A Vós Confio’

A VÓS CONFIO, Da Temperança


CAPITULO VIII: Da Temperança

A aproximação maior que podes ter da felicidade é gozar o dom celestial da compreensão e da saúde.

Se possuis estas bênçãos e desejas preservá-las até a velhice, evita as seduções da Volúpia e foge de suas tentações.

Quando a Volúpia expõe seus manjares sobre a mesa, quando seu vinho cintila na taça, quando ela sorri para ti e te persuade a seres alegre e feliz, esta é a hora do perigo; que tua Razão esteja firme e vigilante.

Porque se escutas as palavras da Adversária, és enganado e traído.

A alegria que ela te promete se transforma em loucura, e seus prazeres levam a enfermidades e à morte.

Lança os olhos sobre sua mesa, examina seus convivas e observa os que foram seduzidos por seus sorrisos e ouviram suas tentações.

Não estão empobrecidos? Não estão enfermiços? Não estão sem ânimo?

Suas breves horas de jocosidade e excessos são seguidas de tediosos dias de dor e desencanto. A Volúpia corrompeu e estragou seus apetites e eles agora não podem gozar de seus mais encantadores atrativos; seus partidários converteram-se em suas vítimas; são estas as conseqüências justas e naturais que Deus ordenou, na constituição das coisas, como punição para aqueles que abusam de Seus dons.

Mas quem é aquela que com graciosos passos e com atitude airosa caminha pela planície?

A rosa pôs seu rubor em sua face, a doçura da manhã está em seu hálito; a alegria, temperada de inocência e modéstia, brilha em seus olhos e ela canta o júbilo de seu coração enquanto caminha.

Seu nome é Saúde. Ela é filha da disciplina, que a gerou na Temperança, cujos filhos habitam nas montanhas que se estendem pelas regiões setentrionais de San Ton Hoe.

Eles são bravos, ativos e vivazes; compartilham de todas as belezas e virtudes de sua irmã.

O vigor circula por seus nervos, a fortaleza está em seus ossos, o trabalho é o seu prazer durante todo o dia.

As atividades de seu pai excitam seus apetites, e os re-pastos de sua mãe os retemperam.

O combate às paixões é seu deleite; dominar hábitos nocivos é sua glória.

Seus prazeres são moderados e por isto duradouros; seu repouso é breve, porém, profundo e sem perturbações.

Seu sangue é puro, sua mente serena, e o médico não conhece o caminho de sua casa.

Mas a segurança não habita com os filhos do homem, nem se pode encontrar segurança dentro de seus portais.

Observa como eles são expostos a novos perigos do exterior, enquanto um traidor interno procura entregá-los.

Sua saúde, força, beleza e atividade despertaram o desejo no seio do Amor lascivo.

A paixão libidinosa posta-se em sua alcova, corteja os seus olhares e espalha suas tentações.

Seus membros são macios e delicados, sua roupagem é solta e convidativa, a devassidão fala por seus olhos e em seu seio aconchega-se a Tentação. Ela lhes acena com as mãos, procura seduzi-los com sua aparência e, pela suavidade de sua língua, empenha-se em iludi-los.

Ah! foge de suas seduções, fecha os ouvidos a suas palavras de encantamento. Se acatares a languidez de seu olhar, se ouvires a suavidade de sua voz, se ela te enredar em seus braços, há de te prender com suas correntes para sempre.

A ela se seguirão a vergonha, a doença, a penúria, a preocupação e o arrependimento.

Debilitada pelos folguedos, mimada pela luxúria, esgotada pela preguiça, a fortaleza abandonará teus membros e a saúde deixará teu corpo. Teus dias serão poucos e sem glória; teus sofrimentos serão muitos e não encontrarão compaixão.

Excerto do livro “A Vós Confio”, publicado pela GLP Rosacruz, AMORC

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A VÓS CONFIO, Do Contentamento


 

CAPITULO VII: Do Contentamento

Não esqueças, ó homem! que tua presente estadia na Terra foi decretada pela sabedoria do Eterno que conhece teu coração, vê a futilidade de todos os teus desejos e, muitas vezes, por misericórdia nega tuas súplicas.

Contudo, para todos os desejos razoáveis, para todos os esforços honestos, Sua benevolência estabeleceu uma probabilidade de sucesso na natureza das coisas.

Na inquietude que sentes, nos infortúnios que deploras, busca a raiz de onde brotam tua própria insensatez, teu próprio orgulho, tua própria fantasia desvairada.

Não murmures, portanto, contra o que Deus dispõe, mas corrige, isto sim, teu próprio coração; nem digas para ti mesmo: se eu tivesse riqueza, ou poder, ou lazer, seria feliz; porque deves saber que todas estas coisas levam a seu possuidor suas inconveniências peculiares.

O homem pobre não enxerga os aborrecimentos e ansiedades dos ricos, não sente as dificuldades e perplexidades do poder, nem conhece o fastio do ócio; por isto lamenta sua própria sorte.

Não invejes a aparência de felicidade de qualquer homem, pois não conheces suas mágoas secretas.

Estar satisfeito com pouco, eis a grande sabedoria; aquele que aumenta suas riquezas aumenta seus cuidados; mas a mente satisfeita é um tesouro oculto que não é atingido pelas calamidades.

No entanto, se não consentes que as seduções da fortuna te roubem a justiça, a temperança, a caridade e a modéstia, nem as riquezas te farão infeliz.

Disto podes aprender que a taça da felicidade, pura e sem misturas, não é de modo algum uma bebida destinada ao homem mortal.

O Bem é o caminho que Deus lhe ordenou que percorresse, com a felicidade como prêmio, ao qual ninguém pode chegar antes de terminar seu percurso para receber sua coroa nas mansões da eternidade.

Excerto do livro “A Vós Confio”, publicado pela GLP Rosacruz, AMORC

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CAPÍTULO II: Da Modéstia

Quem és tu, ó homem! que te orgulhas de tua própria sabedoria? Por que te gabas daquilo que adquiriste?

O primeiro passo para a sabedoria é saber que nasceste mortalmente ignorante; para que não sejas julgado insensato na opinião dos demais, rejeita o desatino de te julgares sábio em tua própria mortalidade.

Assim como um vestuário simples adorna melhor uma mulher formosa, também o comportamento modesto é o maior ornamento da sabedoria interior.

A fala do homem modesto dá lustro à verdade, a modéstia de suas palavras absorve seu erro.

Ele não confia em sua mortal sabedoria; pesa bem os conselhos de um amigo e deles colhe benefício.

Afasta seus ouvidos do louvor a si mesmo e nele não crê; é o último a descobrir suas próprias perfeições.

Contudo, como o véu que realça a formosura, suas virtudes são destacadas contra a sombra que sua modéstia sobre elas projeta.

Mas contempla o homem vaidoso, observa o arrogante; ele se cobre com ricos atavios, caminha pela via pública, lança os olhos ao redor e corteja a observação dos demais.

Ele ergue orgulhosamente a cabeça e menospreza os pobres; trata seus inferiores com insolência e seus superiores, por outro lado, riem de seu orgulho e sua insensatez.

Ele despreza o julgamento dos outros; confia em sua própria opinião e se confunde.

Está cheio da vaidade de sua imaginação; seu deleite está em falar e ouvir falar de sua pessoa o dia inteiro.

Engole com avidez os louvores e o adulador por sua vez o devora.

Excerto do livro “A Vós Confio”, publicado pela GLP Rosacruz, AMORC

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LIVRO I

DAS OBRIGAÇÕES RELATIVAS AO HOMEM COMO INDIVÍDUO

CAPITULO I: Da Ponderação

COMUNGA contigo mesmo, ó homem! e considera por que foste criado.

Contempla teus poderes, contempla tuas necessidades e tuas relações; desta forma descobrirás os deveres da vida e serás orientado em todos os teus caminhos

Não comeces a falar ou agir antes que tenhas pesado tuas palavras e examinado a direção de cada passo que pretendes dar; assim, a desgraça fugirá de ti, e em tua casa a vergonha será desconhecida; o arrependimento não te visitará, nem a tristeza pousará em tua face nesta vida e em muitas outras vidas futuras.

O homem irrefletido não refreia sua língua; fala a esmo e se embaraça na insensatez de suas próprias palavras.

Assim como aquele que corre apressadamente e salta por cima de uma cerca pode cair num fosso que talvez haja do outro lado e ele não tenha visto, assim ocorre com o homem que se lança bruscamente à ação sem ter considerado suas conseqüências e a compensação que a Lei exige.

Escuta, portanto, a voz da Ponderação; suas são as palavras da sabedoria, e seus caminhos te conduzem à segurança e à verdade.

Excerto do livro “A Vós Confio”, publicado pela GLP Rosacruz, AMORC

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Excerto do livro “A Vós Confio”, publicado pela GLP Rosacruz, AMORC

INSTRUÇÕES PRELIMINARES

 

 

CURVAI vossa cabeça ao pó, ó habitantes da Terra! Permanecei silentes e recebei com reverência estas instruções do alto.

Onde quer que o Sol brilhe, onde quer que sopre o vento, onde quer que haja ouvidos para ouvir e mente para conceber, que se dêem a conhecer os preceitos da vida, que as máximas da verdade sejam honradas e obedecidas.

Todas as coisas provêm de Deus. Seu poder não tem limites. Sua sabedoria é para a eternidade, Sua bondade perdura para sempre.

Ele está sentado em Seu trono no centro do universo e o hausto de Sua boca dá vida ao mundo.

Ele toca as estrelas com Seus dedos, e elas prosseguem jubilosamente em seu curso.

Nas asas do vento Ele caminha e cumpre Sua vontade em todas as regiões do ilimitado espaço.

Ordem, graça e beleza emanam de Suas mãos.

A voz da sabedoria fala em todas as Suas obras; mas a mente mortal não a compreende.

A sombra do conhecimento mortal perpassa o cérebro do homem como um sonho; ele vê como se estivesse nas trevas; raciocina e se engana.

Mas a sabedoria de Deus é como a Luz do Céu; não requer a razão; Sua mente é a fonte da verdade.

Justiça e misericórdia esperam diante de Seu trono; benevolência e amor iluminam Suas feições para sempre.

Quem se iguala a Deus em glória? Quem pode rivalizar com o Todo-Poderoso em poder? Terá Ele algum igual em sabedoria? Poderá alguém ser comparado a Ele em bondade? Não há nenhum outro diante Dele!

Foi Ele, ó homem! quem te criou; tua presente situação na Terra foi estabelecida por Suas Leis; os poderes de tua mente são dádivas de Sua Bondade e as maravilhas de tua constituição são obra de Sua mão; tua Alma é Sua Alma; tua consciência, Sua consciência.

Ouve portanto Sua voz, pois é cheia de graça; aquele que obedecer estabelecerá em sua mente a Paz Profunda, e levará perene crescimento à Alma que em seu corpo habita, estado após estado, nesta Terra.

Com estas instruções, portanto,

A VÓS CONFIO

A ECONOMIA DA VIDA

O MESTRE

 

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