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Posts Tagged ‘Ensimento’


 

Cremos que o homem é uno com o mundo e que viver é testemunhar, no seu estar presente, esta ligação com o universo, deixando que a vida flua livremente nele.

Cremos que o homem é responsável pela sua vida e nada lhe acontece que não tenha sua participação ativa.

Cremos que o crescimento do mundo é fruto das transformações interiores de cada pessoa e que estas transformações influenciam o exterior.

Cremos que o trabalho é um modo de o homem estabelecer e testemunhar a sua participação e que o trabalho não vale pelo que as outras pessoas achem dele, nem pelo seu lucro, mas pela intensidade, dedicação e gosto com que ele é feito.

Cremos que a vida humana é múltipla em manifestação, mas uma só em essência.

Cremos que crescer é fazer em níveis cada vez maiores a ligação entre os contrários.

Cremos que a família, menos que um conjunto de obrigações, é um laboratório de treinamento na operacionalização do amor. Uma experiência comum das diferenças individuais. É na diferença que se situam o crescimento e o amor.

Cremos que as pessoas não são coisas, e portanto não são propriedades de ninguém.

Cremos que o dinheiro é um meio, um instrumento do viver, e não um fim na vida.

Cremos que o tempo não existe como força fora de nós, mas que o tempo somos nós mesmos em movimento e em transitoriedade. Que a segurança não existe, a não ser como aceitação da insegurança básica da pessoa humana. Que o amor, a bondade, a verdade e a ternura devem ser cultivadas, não como imposição moral, mas porque fazem parte das leis naturais do mundo.

Cremos que estamos na vida apenas para louvar a gratuidade, a simplicidade e o imprevisto. Que a vida só vive de improviso, no rascunho. Que nenhum de nós é o todo, mas apenas uma parte. Que a alma é um pedaço do nosso corpo e que o nosso corpo é um pedaço de nossa alma.

Cremos que até nisso as pessoas são iguais: cada uma é diferente. Que somos crianças, adultos e velhos ao mesmo tempo. Que viver é juntar diariamente o que está separado e separar diariamente aquilo que está junto.

Cremos que para aprender a nadar, temos que aprender a mergulhar; que para aprender a ganhar, temos que aprender a perder; que para aprender a viver, temos que aprender a morrer; que para aprender a sentir prazer, temos que aprender a sentir dor; que para aprender a saber, temos que aprender a não saber.

Cremos que ser diferente é ser livre. Que o passado e o futuro são importantes como referências da nossa vida e não como determinantes dela. Que existem o conhecido, o desconhecido e o incognoscível. Que o vazio faz parte do mundo e é onde percebemos o mundo. Que jamais teremos segurança total, inteligência total, presença total, saúde total, potência total.

Cremos que a nossa força vem da consciência da nossa fraqueza, que a nossa coragem vem da consciência do nosso medo, que enfrentar as coisas vem da consciência da nossa fuga, que a nossa alegria, vem da consciência da nossa depressão e que a nossa esperança vem da consciência do nosso desespero.

Cremos que se após a morte não existir nada, este nada é uma forma de existir. Que nós somos bons verdadeiros honestos livres e sábios por natureza embora às vezes sejamos maus, falsos, desonestos, presos e ignorantes. Que o mal não existe em si mesmo, é apenas uma ausência.
Cremos que somos apenas um canal de manifestação da vida. Que lutar contra, é uma forma de onipotência. É querer parar o fluxo harmônico da natureza.

Cremos que mestre é aquele que aprende, não aquele que ensina. Que a autoridade vem dos fatos e não das pessoas. Que não queremos, não podemos e não devemos ter qualquer compromisso com o sucesso. Que viver é apenas viver e não viver em função de alguma coisa. Que não estamos no mundo para viver pela nossa esposa, pelos nossos filhos, nem por alguém, mas apenas para vivermos com eles. Que o amor é quando somos bons e verdadeiros ao mesmo tempo.

Cremos que nascemos para ser e não para ter. Que o amor é liberdade. Que liberdade é o casamento entre o que queremos e aquilo que podemos. Que a vida é um mistério e que nós somos parte dele. Que ajudar alguém não é dizer ao outro como ele tem de ser. É ajudá-lo a se ajudar. É ajudá-lo a não precisar de nós.

Cremos que sempre é possível arranjar uma desculpa para não nos divertirmos, para não sermos felizes. Que amar é ser inocente, acreditar nas outras pessoas, como uma criança acredita em outra criança. Que inocência é ver uma gota de orvalho numa flor, é ver o broto das árvores, é ver uma borboleta, é saudar o pôr do Sol, é deixar uma lágrima correr livre, é sujar a roupa branca, é sujar as mãos na terra, é rir dos nossos limites, é beijar o ar, é respirar uma música, é contar as estrelas, é desprevenir-se, é descer no escorregador.

E creio que a vida é um processo de se descobrir, tarde demais, o que deveria ter sido óbvio no momento.

 

Esse texto foi adaptado da “Declaração de crenças e convicções vitais” do curso de Desenvolvimento Comportamental da Ordem Rosacruz – AMORC.

http://www.amorc.org.br

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